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Pará é líder em transplantes de córnea na região norte do país

Cirurgia teve aumento de 56% em 2012.
1.600 pacientes aguardam por transplantes de órgão no estado.

notícias visual laserAumentou 56% o número de transplantes de córnea realizados no Pará em 2012, em relação ao ano anterior, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (5) pelo Ministério da Saúde, com base nos dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

 

De acordo com a Sespa, dos estados da região norte, o Pará foi o que mais realizou transplantes em 2012. Segundo a secretaria, para 2013, o desafio é dar continuidade ao planejamento e regulação dos transplantes de fígado e coração, que serão realizados em 2013 no Hospital Porto Dias, de acordo com credenciamento aprovado em novembro do ano passado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

 

Em 2012, foram realizados 285 transplantes de córnea no Pará, 125 a mais que os procedimentos feitos no ano de 2011. Em relação aos transplantes de rins, somaram-se apenas 49 cirurgias em 2012, seis a menos em relação ao ano anterior. No norte, houve um aumento de 47% no mesmo período avaliado, enquanto no país o aumento geral foi de 2,6% em 2012, quando o total de cirurgias chegou a 23,9 mil.

 

Pacientes aguardam por transplantes
No Pará, cerca de 1.600 pessoas estão à espera de um transplante de órgão. Aguardam por córnea 785 pacientes, dos quais 493 são considerados ativos e outros 292 em situação semiativa, ou seja, que ainda não concluíram os exames pré-operatórios ou que precisam atualizá-los. Outros 790 esperam por um rim novo, dos quais 198 estão aptos para uma eventual chamada para a cirurgia.

 

Desde 1994 o Pará realiza transplantes. Atualmente, os procedimentos de córneas e de rins são feitos no hospital Ofir Loyola, que envia para a Central Nacional de Transplantes (CNT), instalada em Brasília, rins, córneas e outros órgãos, como fígado. Outro hospital conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS), o Bettina Ferro de Souza, da Universidade Federal do Pará, passou a realizar transplantes de córneas em 2011. A Fundação Hemopa disponibiliza, desde o mesmo ano, o Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário, único na Região Norte, para transplantes de medula óssea.

 

Em relação à captação de órgãos, os hospitais Ophir Loyola e Metropolitano, na Grande Belém, e o Hospital Regional do Araguaia, em Redenção, são responsáveis por esses procedimentos. Já os transplantes de córnea são realizados nos hospitais Ophir Loyola e Bettina Ferro, enquanto os de rins são feitos no HOL e no Hospital de Redenção.

 

Doadores
A coordenadora estadual da CNCDO, Ana Beltrão, chama a atenção para a importância de se deixar claro para a família o desejo de ser um doador, uma vez que é ela que efetivamente autoriza a retirada dos órgãos. "O passo principal é conversar com a sua família e deixar bem definida a sua intenção", explica.

 

A página do Ministério da Saúde alusiva ao assunto ressalta: não é necessário deixar nada por escrito. Porém, os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte. A doação de órgãos é um ato pelo qual você manifesta a vontade de que, a partir do momento da constatação da morte encefálica, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas para transplante, possam ser destinadas a outras pessoas.

 

Mais recentemente, as redes sociais na internet vêm sendo utilizadas para manifestar essa decisão. No Facebook existe um aplicativo que permite ao usuário se declarar doador de órgãos. Somente no primeiro mês de lançamento da ferramenta mais de 80 mil pessoas se declararam doadoras, podendo compartilhar a decisão com amigos e parentes.

 

Fonte: g1.globo.com/para - Fevereiro/2013