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Muitos brasileiros não gostam de usar óculos para correção

notícias visual laser usar óculosA maior de todas as deficiências no Brasil é a visual. Atinge 35,8 milhões de brasileiros de acordo com o censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A boa notícia é que a deficiência visual severa se restringe a 3,5% da população. A má é que a maioria dos brasileiros que precisa usar óculos para corrigir miopia, hipermetropia ou astigmatismo continua não enxergando bem. Para o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, isso acontece porque os óculos estão desatualizados.  Só 10% fazem consultas anualmente e assim mesmo quando já passaram dos 40 anos.

O censo do IBGE também mostra que a deficiência visual é 35% maior na mulher.

Um estudo do especialista com 1,25 mil pacientes que precisam usar óculos de grau, sendo 754 mulheres e 496 homens na faixa etária de 20 até 48 anos, mostra que 60% preferiam estar bem longe dos óculos, na proporção de duas mulheres para cada homem. O levantamento também revela que neste grupo a falta de informação impede que 30% busquem pela cirurgia.

Entre as principais falhas na informação dos participantes o medico destaca:

A crença de que a cirurgia refrativa só corrige miopia.
Desconhecimento do procedimento indicado para altos graus de miopia, hipermetropia e astigmatismo.
Falta de informação sobre as opções cirúrgicas para presbiopia ou vista cansada.

Técnicas cirúrgicas

Queiroz Neto esclarece que a cirurgia refrativa hoje corrige miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. Pode ser feita através da aplicação de laser na córnea, membrana do olho responsável pela refração da luz ou com implante de lente nos graus mais elevados e na correção da presbiopia.

As técnicas Lasik, PRK ou Lasek, corrigem graus moderados de vício refrativo, e a cirurgia sem lâmina, totalmente a laser, permite a correção de graus mais elevados além do procedimento ser empregado na correção da presbiopia.

PRK

No PRK e Lasek ele explica que o cirurgião retira a camada externa da córnea, o epitélio, para depois aplicar o laser que corrige a refração. Queiroz Neto afirma que a recuperação é mais dolorida e lenta, mas o procedimento pode ser aplicado em córneas mais finas desde que o grau não seja alto.

Lasik

No Lasik a camada externa da córnea é cortada com uma lâmina, o microcerátomo. O especialista afirma que a cirurgia consiste em recortar uma lamela da córnea com esta lâmina para posteriormente o excimer laser corrigir a refração. A recuperação érápida. "Geralmente as atividades podem ser retomadas no dia seguinte", comenta. O desconforto após a cirurgia é mínimo. As recomendações são: usar os colírios indicados pelo cirurgião, proteger os olhos com óculos que tenham filtro ultravioleta, evitar a prática de esportes e lavar o cabelo com a cabeça voltada para baixo.

Cirurgia sem lamina

Realizada com equipamento de laser ultra-rápido, o femtosegundo, é um procedimento inteiramente a laser - corte e remodelação da córnea. 

O médico explica que o femtosegundo pode ser utilizado para remover o epitélio da córnea.  Neste caso é conhecido como PRK transepitelial. Também é utilizado para recortar a lamela da córnea na técnica do lasik. Ele destaca que as cirurgias totalmente a laser são mais seguras e precisas, causam menos olho seco, permitem a correção de graus mais elevados e podem ser feitas em córneas mais finas porque o desgaste do tecido é 40% menor.

Refrativa topoguiada

Queiroz Neto ressalta que nossos olhos têm características únicas como as impressões digitais. Por exemplo, afirma, duas pessoas com 4 graus de miopia devem receber tratamentos distintos porque não existe dois olhos iguais. Isso explica porque os tratamentos oculares vêm sendo desenvolvidos de forma cada vez mais personalizada. Não se trata de apenas detectar pequenas imperfeições na córnea com exame de frente de onda. "Hoje a cirurgia topoguiada inclui informação de como a luz chega à retina onde as imagens se formam, além de informações sobre as imperfeições na superfície da córnea que devem ser corrigidas.

Estas informações são incluídas no laser para que a refrativa ofereça correção visual sem distorções, inclusive durante a noite.

Queiroz Neto afirma que a técnica funciona melhor nas cirurgias feitas com femtosegundo. A precisão é tamanha que mesmo após transplante de córnea o resultado cirúrgico é bom. Ele diz que o procedimento também é indicado para astigmatismo irregular e correção de grau residual de refrativa feita com bisturi, a ceratotomia radial.

Altos vícios refrativos

Para quem tem alta miopia, hipermetropia ou astigmatismo a correção visual pode ser feita com o implante de uma lente entre a íris (parte colorida do olho) e o cristalino sem qualquer alteração na córnea. Ao contrário dos procedimentos a laser, o medico afirma que o implante é reversível.

Correção da presbiopia

Queiroz Neto ressalta que a presbiopia ou vista cansada que dificulta a visão de perto depois do 40 anos pode ser corrigida durante a cirurgia refrativa feita com femtosegundo. Ele explica que o laser faz o centro de uma das córneas ganhar maior poder de refração para perto e a periferia para longe. No outro olho é feito o inverso. Na prática, ele diz que o uso de óculos só é necessário para leituras prolongas e direção noturna.

Outra técnica que recentemente começou a ser usada no Brasil para corrigir a presbiopia é o implante de uma microlente na córnea. Ele diz que para fazer o enxerto é utilizado o femtosegundo para criar um bolso na córnea onde é colocada a microlente. Este procedimento é reversível, assim como o implante de lente para correção de altos graus.

Contraindicações

Independente da técnica o especialista afirma que a cirurgia refrativa só pode ser realizada em pessoas maiores de 21 anos, com grau estável há um ano, espessura e curvatura de córnea adequada, além de não serem portadoras de doenças oculares infecciosas ou glaucoma. Significa que para se livrar dos óculos é necessário passar por um check-up ocular. Sem esta informação seu dia-a-dia vai continuar limitado.

 

Fonte: paranashop.com.br / Imagem: internet (ilustrativa).